Estratégias de investimento no médio prazo

Tempo de leitura: 03 minutos

Entende-se por médio prazo todo e qualquer investimento feito e planejado para ser utilizado ou retirado entre dois e (até) dez anos (esse ponto final do médio prazo pode ser considerado a partir de 5 anos). Podemos enquadrar dentro desse período diferentes tipos de objetivos, como viagens em família (mais elaboradas e não tão imediatas), a aquisição de um bem futuro (imóvel ou automóvel) ou até mesmo acúmulos expressivos de capital, buscando sua utilização em um negócio próprio. Esses últimos norteiam essa categoria de investimentos.

Estes investimentos trazem grande benefício por gerar grande grau de diversificação e possíveis oportunidades que podem trazer ganhos expressivos em esferas de volatilidade moderadas.

Vale lembrar que, assim como no Curto Prazo, aqui também precisamos alinhar nossos investimentos com nossos objetivos e avaliar os três pilares: Liquidez, Segurança e Rentabilidade.

Para o médio prazo, a exposição ao risco é bem-vinda, desde que ponderada e adequada ao perfil de investidor e prazos dos seus objetivos. Assim, torna-se o pontapé inicial para ganhos a prazos maiores, visto que o tempo aproveitado pelo investimento é maior e sua exposição ao risco neste período tende a trazer níveis de rentabilidade superiores. É importante entender o funcionamento de tributações, taxas e demais custos de operação, bem como a segurança, liquidez e aportes mínimos para investimentos que estejam dentro dos prazos estabelecidos.

É aqui que a magia acontece na sua carteira de investimentos.

A maior parte dos famosos Fundos Multimercados se encontram nessa divisão, e, através dessa classe conseguimos nos expor à diferentes economias, diferentes mercados e setores do mundo através de poucos cliques.

Investir 50% de sua renda mensal de maneira consistente, mantendo sua carteira diversificada em ativos locais, que performem acima do índice nacional não é o suficiente para uma vida confortável se isso for feito na Argentina, ou se entrarmos em um novo ‘período Collor’ no Brasil. Percebe qual é o ponto de atenção aqui?

Está cada vez mais fácil fazer investimentos no exterior e ter em vista o cenário dos nossos países vizinhos faz com que precisemos ter mais atenção ao futuro econômico e estabilidade de nosso país – por isso, com parte do capital investido no exterior, em países com uma moeda mais forte, como nos Estados Unidos, pode lhe trazer uma proteção cambial importante em momentos de oscilação, que costumam ocorrer quando falamos de prazos maiores.

Nestas estratégias de Médio Prazo podemos trabalhar também com ajustes finos entre Volatilidade e Prazo, conseguindo balancear diferentes graus de risco dentro de uma carteira e, assim, mitigar riscos e potencializar ganhos, pois damos tempo para que o Mercado se recupere de uma eventual baixa neste período.

Com um bom Planejamento Financeiro, conseguimos também acompanhar o andamento do cenário Macroeconômico, para otimizar o nosso retorno patrimonial. A palavra-chave é diversificação. Raramente um investimento se mantém no topo por mais de três anos seguidos e tentar adivinhar qual é o melhor momento para entrar ou sair costuma ser uma ação de quem perde dinheiro. Uma boa carteira de investimentos irá contar com ativos de diversas classes e de baixa correlação entre eles.


Exposição facilitada

Os investimentos de Médio Prazo possuem uma maior facilidade de ajuste para que sejam enquadrados em diferentes cenários. Existem ativos que se beneficiam do “caos” e utilizam desses momentos para trazer retorno aos investidores. Tentar replicar essa estratégia de forma individual é IMPOSSÍVEL. Você não conseguirá replicar uma estratégia formulada pela análise de 20-30 analistas comandados por um Gestor com 20-25 anos de experiência.

A ideia aqui não é te desanimar, mas sim, mostrar que não faz sentido você perder seu tempo e gastar energia em algo que não é viável. Assim, faz sentido buscar Gestores que tenham bom histórico de gestão.

Avalie períodos grandes: 10-15 anos. Observe os momentos de gestão (e resultados) nos diferentes períodos que existiram ao longo desse histórico, e assim, você conseguirá ter uma melhor ideia do tipo de comportamento que você pode esperar da gestão nesses diferentes momentos.

Disposição

Vamos pensar um pouco no quesito risco.
Ao montar uma carteira de investimentos, precisamos avaliar a nossa disposição e a nossa capacidade de correr riscos, ou seja, pode ser que tenhamos disposição de correr estes riscos, mas não possamos porque nosso prazo de investimento é mais curto e talvez não consigamos nos recuperar de uma eventual queda, prejudicando a realização de determinado objetivo planejado. Da mesma forma, algumas pessoas têm a capacidade de correr riscos, mas não querem por conta do seu perfil de investidor, não se sentem confortáveis com esses ativos.

Rebalanceamento sempre

Como para o Médio Prazo temos uma maior flexibilidade e podemos buscar um maior retorno, desde que adequado ao nosso perfil de investidor, precisamos ressaltar:

Você precisa manter seu Asset Allocation, ou seja, a estratégia que você possui de investimento vai variar ao longo do tempo, conforme o Mercado anda para um lado ou para outro. Com isso, seus novos aportes precisam buscar reenquadrar sua carteira dentro do cenário proposto, comprando ativos que caíram e aproveitando sua fase de preços desvalorizada antes de eventuais recuperações – a ideia não é comprar coisa ruim, mas sim avaliar o momentum de um ativo bom. Esta ação mostrará oportunidades de venda de ativos enquanto estão na alta e busca de oportunidades enquanto estão em baixa, entendendo melhor o timing do Mercado.

Lembre-se que o objetivo é ter uma maior consistência no decorrer dos anos, e para isso, a proporção dos investimentos em sua carteira pode mudar: quando um investimento estiver se valorizando bem é natural ele possuir uma fatia maior em sua carteira.

Enquanto seus rebalanceamentos são feitos de forma mensal, ajustes na estratégia (mudança na Asset Allocation) podem e devem ser feitos de forma anual. Isso não quer dizer que você fará mudanças, mas fará o estudo para entender se a mudança é necessária.

Prestar real atenção a estes três pontos finais vai lhe poupar muito tempo na consolidação do seu patrimônio, além de apoiar seu entendimento sobre como funciona o fluxo de capital no Mercado (o Smart Money).

Frederico M Kùmbs – CSO Chief Strategy Officer
Sergio K. Leão – Planejador Financeiro CFP® & Head de Investimentos
Rodrigo Ribeiro – COO Chief Operating Officer

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